Interdito a mulheres…

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No séc. XVIII, as casas de café ou chá eram frequentadas apenas por homens, não sendo um lugar aconselhado,e interdito a mulheres.

A partir de 1717, este costume mudou com a abertura da primeira casa de chá a permitir a entrada a mulheres. Com esta mudança, as mulheres passaram a ser elas próprias responsáveis pela compra dos stocks de chá para os seus lares, sendo que esta visita à loja originou também um “novo mundo” de novos aromas, uma vez que ao visitarem a loja, acabavam sempre por pedir novas misturas que agradassem os seus sentidos.

E qual foi a marca pioneira neste novo conceito: casas de chá para mulheres?

Nada mais, nada menos que a Twinings. Uma marca de grande notoriedade no mercado dos chás, tão conhecida nos dias de hoje!

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Chás, Tisanas e Infusões… vamos desmistificar esta história!

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É curioso como gostamos de dar significados errados às palavras, ou utilizar palavras inadequadas para dar nomes às coisas… bem acho que estou a ter uma “déjá vu” das minhas aulas de semiologia: símbolo, signo… significado… mas o que pretendo mesmo dizer é utilizamos a palavra chá para denominar tudo aquilo que implica o ter ervas e/ou frutos num mesmo recipiente com água quente ou a ferver!
E é aqui que eu quero chegar: o que é um chá?

Chá – a segunda bebida mais consumida a nível mundial, feita através do processo de infusão das folhas oriundas do cházeiro, planta de nome científico Camellia sinensis.

Tisana – bebida resultante do processo de colocação de frutos, flores ou ervas em água a ferver. Historicamente consumida por razões medicinais ou como substituto da cafeína, hoje é por muitos também denominada de “chá”: “chá” de ervas, “chá” de flores, “chá” de frutas, “chá” rooibos, “chá” erva mate.

Infusão – operação que consiste em pôr uma substância em contacto com um líquido quente.

Se tiver dúvida sobre se o que está a beber é chá ou “chá” (tisana), consulte os ingredientes. Se não tiver vestígios de camellia sinensis, deverá ser denominado de tisana!

Imagem encontrada em dbievents.blogspot.pt/

Infusões e flores de estufa

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Desde pequena que eu e o meu irmão fomos categorizados de “flores de estufa”. Não podíamos apanhar um arzinho mais fresco, andar descalços, ficar com o cabelo molhado, que ficávamos engripados logo de seguida. Todas estas situações deram azo a ralhetes e reprimendas devidamente acompanhados do pseudo-insulto “flores de estufa”.

Mas como crianças que éramos, embora as reprimendas e avisos fossem muitos (incontáveis) fazíamos sempre a mesma coisa e acabávamos sempre a fungar.
Sem forma de alterar o nosso comportamento, a minha mãe só tinha uma opção: focar-se nas soluções. E no nosso tempo a maioria das soluções eram mezinhas.
A mais comum lá em casa era o vulgo “chá de limão com mel”, que consistia em colocar uma casca de limão em água até ferver. Deixar em fervura durante três minutos e depois adoçar com uma colher de sopa de mel. Por vezes acrescentávamos umas gotas de limão. Mas o processo de tratamento não se cingia a ingerir e infusão. Passava também por inalar os vapores (uma versão mais económica e rudimentar dos aerossóis).
Se fazia bem? Fazia. Ou pelo menos não me recordo de alguma vez me ter feito mal.
E nas noites bem frias de inverno era um verdadeiro miminho antes de “nanar”.

Numa aula de ballet…

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O ballet foi algo que descobri, vai fazer em março, 1 ano.
Por altura do meu aniversário a minha melhor amiga, Dani, falou-me nas aulas de ballet que estava a frequentar.
A forma entusiasta e cativante como falava desta actividade, levaram-me a experimentar uma aula.
Experimentei, gostei, e hoje faço ballet.
Claro que o meu nível é o básico dos básicos, mas esta semana, para compensar algumas aulas que já tinha perdido, e por curiosidade, fui experimentar uma aula mais avançada: ballet 1. E óbvio que a coisa não correu bem.
Ainda hoje estou para perceber porque me meti nisto chamado ballet.
Logo eu, que tenho as pernas super tortas (pernas em “x”), um elevado nível de descoordenação motora entre braços e pernas, e que sofro da “delicadeza de um elefante numa loja de cristais” (gosto tanto desta expressão… obrigada Mara).

Acho que tudo se deve ao professor que apanhei: Miguel.

Uma pessoa carismática, rigorosa e perfeccionista, exageradamente irônico (o que no meu entender é uma virtude), e motivadora. Consta também que foi em excelente bailarino (mas neste ponto já não posso exprimir a minha opinião com conhecimento de causa). Enfim, um “one men show”.
A aula de ballet 1 coreu mal, muito mal, mas graças a este Sr. e a sua paciência, “I will be back”.
Se tivesse que comparar o meu professor a um chá, diria que pela personalidade forte e sólida, seria um chá preto…. Um chá preto Assam! Carácter forte, com um sabor ligeiramente amargo (ou rigoroso e directo) e picante (ou diria irônico e sarcástico).