Infusões e flores de estufa

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Desde pequena que eu e o meu irmão fomos categorizados de “flores de estufa”. Não podíamos apanhar um arzinho mais fresco, andar descalços, ficar com o cabelo molhado, que ficávamos engripados logo de seguida. Todas estas situações deram azo a ralhetes e reprimendas devidamente acompanhados do pseudo-insulto “flores de estufa”.

Mas como crianças que éramos, embora as reprimendas e avisos fossem muitos (incontáveis) fazíamos sempre a mesma coisa e acabávamos sempre a fungar.
Sem forma de alterar o nosso comportamento, a minha mãe só tinha uma opção: focar-se nas soluções. E no nosso tempo a maioria das soluções eram mezinhas.
A mais comum lá em casa era o vulgo “chá de limão com mel”, que consistia em colocar uma casca de limão em água até ferver. Deixar em fervura durante três minutos e depois adoçar com uma colher de sopa de mel. Por vezes acrescentávamos umas gotas de limão. Mas o processo de tratamento não se cingia a ingerir e infusão. Passava também por inalar os vapores (uma versão mais económica e rudimentar dos aerossóis).
Se fazia bem? Fazia. Ou pelo menos não me recordo de alguma vez me ter feito mal.
E nas noites bem frias de inverno era um verdadeiro miminho antes de “nanar”.

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